Piada do Petista

Uma pessoa encontra um “militante” do PT no interior e questiona-o:

– “Se você tivesse dois apartamentos de luxo, doaria um para o partido?”
– “Sim” – respondeu o militante.
– “E se você tivesse dois carros de luxo, doaria um para o partido?”
– “Sim” – novamente respondeu o valoroso militante.
– “E se tivesse um milhão na conta bancária, doaria 500 mil para o partido?”
– “É claro que doaria” – respondeu o orgulhoso companheiro.
– “E se você tivesse duas galinhas, doaria uma para o partido?”
– “Não” – respondeu o camarada.
– “Mas porque você doaria um apartamento de luxo se tivesse dois, um carro de luxo se tivesse dois e 500 mil se tivesse um milhão, mas não doaria uma galinha se tivesse duas?”
– “Porque as galinhas eu tenho.”

É impossível multiplicar riqueza dividindo-a

Adrian Rogers foi um pastor da Igreja Batista nascido na Flórida em 1931. Era um religioso conservador de extrema direita. Apesar de eu não concordar com muita coisa que ele dizia, ele disse uma coisa muito interessante em um sermão em 1984:

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

Curiosidade: Muita gente diz que este texto foi escrito em 1931, confundindo com o ano de nascimento de Rogers.

Mais detalhes no Wikipedia.

Animais de zoológico

Todo mundo sabe o que acontece se você soltar na natureza um animal criado em cativeiro, certo? Então está feita minha crítica ao Bolsa-Família.

Simples assim.

Eu não queria ir para a escola

Eu não queria ir para a escola quando era pequeno. Não mesmo.

Todos os dias eu acordava às 6 da manhã para entrar às 7 na escola. E todos os dias eu dizia para a minha mãe que eu não queria ir. Eu vestia meu uniforme reclamando, calçava meu “kichute” reclamando, tomava meu leite reclamando, ia a pé para a escola de mãos dadas com a minha mãe reclamando. E o que minha mãe fazia? Me levava para a escola. Simples. Ou me ignorava ou me dava uns tapas e uns puxões de orelhas. Mas ainda sim me levava para a escola. Eu fazia birra, me jogava no chão, e minha mãe me levava para a escola. Hoje eu agradeço à minha mãe por cada tapa e puxão de orelha.

Mas hoje as mães não são mais assim. As mais pobres tiram o filho da escola, as de classe média culpam a escola e as mais ricas pagam terapeuta. Parece que essas mães de hoje não sabem o óbvio que minha mãe sabia: Não se dá ouvidos a uma criança de 7 anos de idade.

Mas deixando de lado essa discussão pedagógica, o que me assusta mesmo é o que acontece com os mais pobres. E digo mais: O principal e maior problema do Brasil é a falta de estudo dos mais pobres. Não é a fome, nem violência, nem pobreza, nem saúde, nem poluição, nada. O maior problema do Brasil é a educação.

Vou repetir: O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL É A EDUCAÇÃO. A EDUCAÇÃO RESOLVE TODOS OS OUTROS!!!

E digo mais: Todos os países desenvolvidos tem altos níveis de educação. Simplesmente todos, sem excessão. E não há nenhum país subdesenvolvido com bons níveis de educação. É o que minha mãe já sabia: A fórmula do desenvolvimento é a educação. Seja uma pessoa ou seja um país.

Minha mãe inclusive me obrigou a estudar até a faculdade. Não queria apenas que eu aprendesse a ler e a escrever. Era pra ser alguém na vida. Ela dizia que ler e escrever qualquer um sabia, até ela.

Para quem não sabe, em alguns países desenvolvidos o estudo é OBRIGATÓRIO. Não tem conversa, criança em idade escolar é obrigada a estudar. E ponto final. Se o pai não levar o filho na escola, vai preso! É cadeia mesmo! É crime tirar a criança da escola. Aqui isso até acontece, mas é exceção.

Esqueçam essa de bolsa-família, de investimento do BNDES, de grau de investimento, de reforma agrária, de todas estas tentativas de levar o país pra frente. É tudo perda de tempo. A ÚNICA SOLUÇÃO PARA O BRASIL É A EDUCAÇÃO. O dia em que o estudo até a faculdade for obrigatório no Brasil, neste dia seremos um país de primeiro mundo. Até lá estamos perdendo tempo e sustentando um povo feito de trouxa pelo governo. Governo que mantém o povo burro para assim dominá-lo.

Ah se o Tio Lula conhecesse a minha mãe…

Eu não queria ir para a escola

Este é mais um texto que há muito tempo eu queria escrever, então peço paciência e atenção de todos que estão lendo.

Todos os dias eu acordava às 6 da manhã para entrar às 7 na escola. E todos os dias eu dizia para a minha mãe que eu não queria ir. Eu vestia meu uniforme reclamando, calçava meu “kichute” reclamando, tomava meu leite reclamando, ia a pé para a escola de mãos dadas com a minha mãe reclamando. E o que minha mãe fazia? Me levava para a escola. Simples. Ou me ignorava ou me dava uns tapas e uns puxões de orelhas. Mas ainda sim me levava para a escola. Eu fazia birra, me jogava no chão, e minha mãe me levava para a escola. Hoje eu agradeço à minha mãe por cada tapa e puxão de orelha.

Mas hoje as mães não são mais assim. As mais pobres tiram o filho da escola, as de classe média culpam a escola e as mais ricas pagam terapeuta. Parece que essas mães de hoje não sabem o óbvio que minha mãe sabia: Não se dá ouvidos a uma criança de 7 anos de idade.

Mas deixando de lado essa discussão pedagógica, o que me assusta mesmo é o que acontece com os mais pobres. E digo mais: O principal e maior problema do Brasil é a falta de estudo dos mais pobres. Não é a fome, nem violência, nem pobreza, nem saúde, nem poluição, nada. O maior problema do Brasil é a educação.

Vou repetir: O MAIOR PROBLEMA DO BRASIL É A EDUCAÇÃO. A EDUCAÇÃO RESOLVE TODOS OS OUTROS!!!

E digo mais: Todos os países desenvolvidos tem altos níveis de educação. Simplesmente todos, sem excessão. E não há nenhum país subdesenvolvido com bons níveis de educação. É o que minha mãe já sabia: A fórmula do desenvolvimento é a educação. Seja uma pessoa ou seja um país.

Minha mãe inclusive me obrigou a estudar até a faculdade. Não queria apenas que eu aprendesse a ler e a escrever. Era pra ser alguém na vida. Ela dizia que ler e escrever qualquer um sabia, até ela.

Para quem não sabe, em alguns países desenvolvidos o estudo é OBRIGATÓRIO. Não tem conversa, criança em idade escolar é obrigada a estudar. E ponto final. Se o pai não levar o filho na escola, vai preso! É cadeia mesmo! É crime tirar a criança da escola. Aqui isso até acontece, mas é exceção.

Esqueçam essa de bolsa-família, de investimento do BNDES, de grau de investimento, de reforma agrária, de todas estas tentativas de levar o país pra frente. É tudo perda de tempo. A ÚNICA SOLUÇÃO PARA O BRASIL É A EDUCAÇÃO. O dia em que o estudo até a faculdade for obrigatório no Brasil, neste dia seremos um país de primeiro mundo. Até lá estamos perdendo tempo.

Ah se o Tio Lula conhecesse a minha mãe…

Salário mínimo não é unidade de medida!

Hoje não é mais comum, mas antigamente muitos contratos eram firmados em “salários mínimos”. Serviço de contabilidade era até engraçado. Todos os contadores cobravam um salário mínimo. Esta prática era comum nos tempos de hiper-inflação, com os preços dobrando a cada 3 meses. As pessoas precisavam de algo que fosse corrigido sempre para não perder com a inflação. Ah, como é bom não ter inflação, né? Um dia ainda penduro na minha rua uma faixa dizendo “Agradeço à FHC pela graça alcançada”.

Mas apesar de muito utilizado, não fazia sentido usar o salário mínimo como unidade de medida. Hoje então, sem inflação, menos ainda! O salário mínimo é um piso, um limitador, e não é medida de nada. Isto não existe em lugar nenhum no mundo.

Hoje o salário mínimo só é utilizado como unidade de medida na aposentadoria, e só não sobe mais por culpa da aposentadoria. Se não fosse a aposentadoria pública, o salário mínimo já seria o dobro do que é hoje, calculo eu.

É um purgante amargo que o governo precisa engolir, mais cedo ou mais tarde, mas tem que fazer. As aposentadorias precisam de outra unidade de medida separada do salário mínimo. E rápido!

O Partido Capitalista apóia esta mudança, mesmo sabendo que muita gente vai chiar. Mas o que é certo, é certo. Doa a quem doer!

Vamos calar A Voz do Brasil!

Meu finado avô usava muito a expressão “Esse aí não está nem aí pra hora do Brasil”. Esta antiga expressão surgiu porque antigamente o “A voz do Brasil” chamava-se “A hora do Brasil”. E como é um programa de notícias, quem não liga para notícias é porque não está nem aí pra nada.

Para quem não sabe, “A voz do Brasil” é um programa de rádio gerado pelo governo federal e transmitido por todas as rádios do Brasil. É obrigatório, todas as rádios devem transmitir esta uma hora de programação obrigatória, todos os dias. Antigamente ele tinha horário fixo, todos os dias às 7 da noite em todas as rádios, mas nos anos 90 algumas rádios conseguiram liminares, onde ganharam uma flexibilização de horário. Hoje ele é transmitido em vários horários diferentes em algumas rádios, porém na maioria continua às 7 horas. É deste programa a célebre frase “Em Brasília, 19 horas”.

A idéia era até boa. Nos anos 30 a TV não existia, apenas o rádio era utilizado. Então o governo criou uma rádio “chapa branca” para transmitir notícias por todo o Brasil. Naquela época (e ainda hoje em muitos lugares) as rádios só transmitiam música, afinal noticiário é chato e não dá audiência. Um programa em todas as rádios “obrigaria” as pessoas a saber das notícias do dia, e não apenas o “futebór”.

Mas a realidade era outra. A Radiobrás, que gera o programa, era (e ainda é) um meio de propaganda do governo e cabide de emprego. Há notícias de que o número de funcionários da Radiobrás mais do que dobrou com a posse do Tio Lula. E o programa continua igual.

O “A voz do Brasil” não serve pra nada. Aliás, nunca serviu. Me lembro de sempre ter umas 10 fitas cassete no porta-luvas do meu carro justamente para ouvir na volta para casa, pois quando era 19 horas em Brasília, eu estava no trânsito. Hoje então, com toca-MP3 em 10 vezes sem juros, nem se fala. Tem muita gente que sequer sabe do que se trata este programa. Pensa que é horário político.

Então, já que hoje existem inúmeras opções de noticiários em todo o Brasil, e como “ninguém está nem aí pra hora do Brasil”, porque não fechar e economizar uns milhões, hein Tio Lula? Este dinheiro na educação faria um bem…

Vereador ideal

Você já parou para pensar como seria o vereador ideal? Pois segue abaixo a proposta do Partido Capitalista sobre como seria o vereador ideal:

1. Devolver o carro oficial.
Alguém me dê um só motivo para vereador ter carro oficial. Porque eu tenho que comprar meu carro, mas o vereador que ganha muito mais que eu não? Para o Partido Capitalista carro oficial não existe. E também não deve ser usado para levar “eleitores” para hospital. Para isso tem ambulância e isto caracteriza compra de voto com favor. Devolução sem conversa.

2. Deve-se ir trabalhar de transporte público.
O maior problema de São Paulo é o transporte público. Em qualquer outra grande cidade do mundo o transporte público é muito melhor que São Paulo. E como um vereador vai saber resolver os problemas se ele mesmo não usa este tipo de transporte? Fora que é uma ótima maneira de estar mais perto da população e seus problemas.

3. Deve-se trabalhar 8 horas por dia.
Essa dá até vergonha. Qualquer pessoa normal trabalha suas 8 horas diárias. Mas eu sou obrigado a colocar isto aqui porque não é isto que acontece. É claro que se você perguntar a qualquer vereador, ele vai te dizer que trabalha muito. Mas quem controla? Relógio de ponto será obrigatório para vereadores do Partido Capitalista.

4. Deve-se prestar contas semanalmente das suas atividades.
Esta é outra que é inacreditável. Imagine um emprego sem chefe, onde você não presta contas de nada o que você faz. Ou seja, se você não fizer nada, tudo bem! Vereadores do Partido Capitalista terão que prestar contas semanalmente na internet, para que todos saibam o que eles estão fazendo. E detalhado.

5. Funcionários deverão ser selecionados por currículo.
Essa história de cargos de confiança é das maiores conversas pra boi dormir que eu já ouvi. Pergute a qualquer empresário o que ele acha sobre contratar parentes. A resposta será unânime: não funciona. Então porque na câmara dos vereadores funcionaria? Funcionários de cargos eletivos serão selecionados por currículo, com preferência aos portadores de necessidades especiais. O relógio de ponto aplica-se aos funcionários também.

Em breve novas propostas.

A arapuca dos programas sociais

Existe um blog que quem não conhece deve parar o que está fazendo agora e acessar. Chama-se “Morróida”, é bem escrachado mas é direto na veia. Se você não concordar com o que está escrito lá, sugiro que procure um psicanalista. Ou um bar.

No “Morróida”, o Fábio usa muito o termo “isentos”. Os “isentos” são uma piada com as pessoas isentas de impostos, que acabam se tornando isentas de responsabilidades e que, com essa atitude, prejudicam o desenvolvimento de tudo.

Exemplos de “isentos” não faltam. O melhor exemplo é o cara que bate no seu carro e não está nem aí, afinal ele não tem dinheiro pra te pagar mesmo, então dane-se você. Estas pessoas não tem respeito aos direitos dos outros e atrapalham a vida de muita gente.

Parte da responsabilidade disso é do governo, porque na ância de ganhar o voto dos pobres, fica inventando coisas para melhorar a vida dos pobres. Só que enquanto o governo fica dando o “esmola-família” para os pobres, o governo torna o coitado pobre pro resto da vida e ferra com a vida de quem não é isento.

Pra ajudar, rico também não paga impostos. Rico manda o dinheiro pras ilhas Caymans, coloca casa no nome da mãe, carro no nome do filho, dá seus pulos, paga advogado e não paga imposto.

Aí pronto, tá armada a arapuca. O pobre nunca vai deixar de ser pobre. Qualquer tentativa de melhorar de vida ele tá ferrado. Enquanto ele tinha um carro velho, beleza. Comprou um melhor? Toma imposto. Comprou uma casa maior? Toma imposto. Toda vez que ele tentar melhorar de vida vai ter uma barreira do governo.

Mas as pessoas não enxergam isso, não enxergam a arapuca em que estão. Não enxergam que sendo “isentas”, na verdade apenas criou-se um degrau enorme que vai impedi-lo de crescer. Junta-se a isso o fato de que eles não pagam impostos, então não estão nem aí para onde o país vai. Acomodam-se na pobreza devido à dificuldade de crescer e acostumam-se com a idéia que, aconteça o que acontecer, não são eles que vão pagar. Isentos de impostos e de responsabilidade.

É por isso que eu sou contra qualquer programa social que tenta melhorar a vida do pobre. O único jeito de ajudar o pobre É FAZER ELE DEIXAR DE SER POBRE!!!

Eu não preciso de ajuda do governo pra trabalhar, pra comprar uma casa, pra me divertir, pra sustentar a minha família. Minha cachaça eu compro com o meu dinheiro e não preciso de ajuda.  Não é melhor assim? Não seria melhor que todos fossem como eu? Não seria melhor fazer assim como fazem os países capitalistas? E então porque raios o governo não ajuda o povo a deixar de ser pobre em vez de ficar dando esmola e mantendo-os pobres?

O tio Lula está cultivando uma legião de dependentes. Daqui a pouco vai ter o bolsa-cachaça e o bolsa-mulé. Nada como uma população pobre e burra pra ele mandar e desmandar, né?

O Brasil está virando a Venezuela e a gente não está percebendo…

Passeata é perda de tempo

Não existe coisa mais inútil do que passeata.

A receita de uma passeata é simples: junte um monte gente sem nada melhor pra fazer e vá atrapalhar a vida dos outros. Essas passeatas parecem aquelas velhinhas reclamando da aposentadoria para o cobrador de ônibus. Não vai adiantar nada, não vai resolver nada. A velhinha só está carente e quer um ouvido. E alegria de louco é ouvido.

Aqui em São Paulo tem até “local oficial” para passeata: A Avenida Paulista. Toda maldita passeata é lá. Seja qual for o assunto, seja para quem for, qualquer passeata é lá. Agora eu pergunto: tem alguma coisa do governo lá? NÃO!!! Na Paulista só tem gente como eu e você trabalhando.

É incrível. Passeata contra o Sarney? Na Paulista! Contra a violência no Rio de Janeiro? Na Paulista! Contra a guerra no Afeganistão? Na Paulista! Iraque? China? Terremoto no Japão? Presidente do Butão deposto? Sempre na Paulista…

A que eu mais gosto é da passeata da paz. Ah, a passeata pela paz. Eles fazem a passeata pedindo paz. Se você parar as pessoas da passeata e perguntar o motivo, cada um vai falar uma coisa diferente. Não tem um motivo em comum. É pedindo para evitar mortes no trânsito, mortes em brigas, menos violência, menos assalto. Vai ter até quem nem sabe porque está lá. Os que parecem um pouco esclarecidos vão dizer que querem chamar a atenção dos nossos governantes para o problema da paz.

Vou contar uma coisa pra esses idiotas de passeata: bandido não vai deixar de assaltar porque você fez uma merda de uma passeata. Um cachaceiro do Jardim Ângela não vai deixar de matar o outro porque você fez uma passeata. O idiota do seu vizinho não vai deixar de dirigir bêbado porque você fez uma passeata. Seu filho de 19 anos não vai parar de fumar maconha e correr de carro porque você fez uma passeata. O Obama tá cagando e andando pra essa merda de passeata. Vocês apenas vão atrapalhar a vida de gente que está fazendo o que vocês deveriam estar fazendo: trabalhando!

Obviamente é um direito de todos e sou contra qualquer tentativa de impedir passeatas, mas não me peçam para concordar. E não me impeçam de dizer o quanto eu acho inútil este tipo de manifestação.

Ah, e para os que gostam de chamar a atenção dos nossos governantes na Paulista, gostaria de lembrar que os vereadores e o prefeito ficam no centro, os deputados no Ibirapuera, o governador no Morumbi e todo o resto em Brasília. Se você está carente e quer alguém pra te ouvir, compre um cachorro, sei lá, mas por favor deixe a Paulista em paz! O pessoal lá só quer sair do trabalho e chegar em casa em paz! Paz!!!

Porque a favela não gosta de polícia?

Este é um texto que há anos eu queria escrever. Portanto peço paciência à vocês para que leiam com calma.

Eu nasci e cresci em um bairro que não era de todo pobre, mas no máximo “classe média baixa” de São Paulo. Um bairro bem afastado, com algumas favelas em volta. Meu pai sempre teve, além de um caminhão para trabalho, um carro na garagem. Nunca um carro novo, mas sempre o suficiente para viajar com a família em segurança. Meu video-game (Atari) foi presente de aniversário, dia das crianças e natal por dois anos. E nunca tive mais do que três cartuchos.

Como era de se esperar, se eu quisesse ir à algum lugar, tinha que ir de ônibus. Da minha casa à avenida onde passam os ônibus, calculo um quilômetro. E fiz muitas e muitas vezes esse trajeto para trabalhar, estudar e passear. E infelizmente fui assaltado várias vezes. Várias vezes mesmo. Sem sacanagem, eu perdi a conta de quantas vezes eu fui assaltado. E perdi a conta faz tempo.

Hoje graças a deus não moro mais lá. Estou pagando meu apartamento, comprei um carro, e os assaltos cessaram. Mas me revolta muito lembrar como era ser assaltado. Era tudo: tênis, relógio, carteira, bicicleta, guarda-chuva, etc. Quando eu tinha 22 anos, meu pai então me ajudou a comprar um carro velho, não por luxo, mas para ver se os assaltos paravam. Não adiantou nada. Só carro roubado foram três. Deve tocar uma sirene nas seguradoras quando alguém consulta meu nome. Arrombar o carro pra levar o som, “acho” que umas oito vezes. Eu perdi a conta mesmo dos assaltos.

E fazer o que quando você é assaltado? Ligar pra polícia? Eu ligava, passava a descrição do assaltante, eles diziam que iam averiguar e tudo mais. Fazer boletim de ocorrência? Boletim de ocorrência deveria mudar de nome, deveria chamar “atestado de otário”. O boletim de ocorrência mais rápido que eu já vi levou uma hora e meia para ser feito. O do segundo assalto do meu carro levou cinco horas. CINCO HORAS SENTADO ESPERANDO ESSA MERDA. E você é obrigado a esperar, senão o seguro não te paga.

Nesta época meu sonho era que houvesse um posto policial ali perto. Queria que houvessem viaturas fazendo ronda, que caso acontecesse alguma coisa, em cinco minutos haveria uma viatura ali e que até quem sabe fosse possível pegar o assaltante. Enfim.

Mas aí eu ligo a televisão hoje e vejo pessoas fazendo uma “manifestação” na tal favela de Paraisópolis, reclamando que lá tem “muita polícia”. Muita polícia? Sim. E reclamando que a polícia “usou de muita violência” ao abordar e prender “um membro da comunidade”. Claro que a polícia foi exagerada, afinal o elemento APENAS ATIROU UMAS VINTE VEZES CONTRA A POLÍCIA QUANDO FOI PEGO VENDENDO DROGAS.

Já me passou de tudo pela cabeça. Cercar Paraisópolis e encher de água, comprar um apartamento ali perto e praticar tiro ao alvo da janela, jogar coquetéis molotov diariamente até aquela merda queimar inteira, essas coisas. Poderiamos convencer o Obama que ali há membros da Al Qaeda, né?

É claro que os tais “manifestantes” eram tudo bandido. Eles não são assaltados, portanto a polícia só atrapalha os negócios. Fez muito bem a polícia de ter montado base lá e feito um “pente-fino”.

“Revoltante” é pouco para explicar o que eu sinto. Ao ver a tal manifestação, a vontade mesmo era de entrar lá e fuzilar todo mundo. Mas infelizmente o problema é mais embaixo. A começar que a maioria é inocente. E enquanto existir milhares de filhinhos de papai do Morumbi cheirando e fumando, aquilo vai existir. Mesmo com uma grande força do mercado imobiliário querendo comprar os barracos, as pessoas não vão embora, porque “rende” ficar lá.

Tem ainda um assunto que ninguém gosta de tocar: favela é uma fábrica de bandido. Sim, não adianta negar. Imóveis irregulares, vielas, ausência do estado. Tudo facilita a bandidagem. Ainda mais ali no Morumbi, cheio de playboy atrás de cocaína.

E enquanto existir a favela, pessoas como eu serão assaltadas diariamente. Pessoas como eu serão feitas de otário em uma merda de uma delegacia porque um maldito funcionário público está com preguiça de fazer o trabalho dele. Funcionário este pago com o meu dinheiro, é bom lembrar.

Por isso faço aqui o meu humilde pedido. Já que pedir pra playboy parar de cheirar é impossível, que pelo menos compre em outro lugar, mas não compre nada de Paraisópolis. O que sustenta a maioria das favelas é o tráfico.

É pouco, eu sei, mas já ajuda.

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