Brasileiro é o povo mais roubado do mundo

Enquanto nosso querido Superior Tribunal Federal se ocupa de decisões de extrema importância para o país, como se um bandido italiano pode ficar solto aqui ou então se um bando de maconheiro pode atrapalhar a vida dos outros com uma passeata, nós somos os idiotas mais roubados do mundo.

Entre os 30 países com as maiores cargas tributárias, o Brasil é o que proporciona o pior retorno dos valores arrecadados em bem-estar para seus cidadãos

Traduzindo: O governo brasileiro é dos que mais toma nosso dinheiro, e o que devolve menos. Ou seja, toma muito, devolve pouco, e some com a diferença.

Repare nos 10 países no topo dessa lista. Todos países assumidamente capitalistas, onde contratos são respeitados e a educação é item primordial. Países onde não há bolsa-família, muito menos direitos trabalhistas irreais e punitivos.

Mas aí vem a pergunta: afinal, se o governo brasileiro arrecada mais e devolve menos, para onde vai essa diferença? Bom, eu não vou afirmar nada, mas segue uma imagem para refrescar a memória do leitor…

Continue tenho orgulho de brasileiro, porque eu estou com vergonha…

Xinran

Vai aí uma excelente dica de leitura: Xinran, As Boas Mulheres da China.

Acabei de ler esse livro fantástico, uma aula de humanidade e valores. O livro conta algumas passagens na vida de Xinran Xue, autora e protagonista do livro. Uma radialista da China “meio comunista, meio sabe-se lá o quê”, mas que viveu na infância os horrores da China socialista e totalitária. O foco do livro não é o país em si, mas o sofrimento das mulheres, que na maioria das vezes sim foi provocado pela política do país. A própria protagonista cita fatos da sua vida que a traumatizam desde criança. Veja este relato retirado de uma entrevista que a própria concedeu à Revista Veja (clique aqui para ler a entrevista):

Durante a Revolução Cultural, meus pais foram presos, acusados de ser capitalistas porque haviam trabalhado com estrangeiros e falavam inglês. Os guardas vermelhos entraram em casa e fizeram uma fogueira com tudo o que diziam ser “reacionário” ou “burguês”: livros do meu pai, meus brinquedos e até minhas tranças. Eu usava duas tranças, amarradas com fitas. A guarda gritou que era um penteado burguês. Cortou-as e jogou-as no fogo também. Depois disso, fui levada, com meu irmão mais novo, para um quartel da Guarda Vermelha. Vivi lá por seis anos e meio. Como nossos pais eram considerados reacionários, éramos chamados de “crianças negras” e não podíamos brincar com as outras. Dormíamos no chão. Muitas noites, os guardas vinham, no escuro, pegavam uma criança e a levavam para o quarto ao lado. Era a hora dos abusos, dos espancamentos… Eu ouvia o choro e os gritos e ficava tão assustada que meu corpo todo tremia. A cada noite eu achava que seria a minha vez. Era aterrorizante. Acho que escapei porque era muito pequena. Até hoje, quando meu marido está viajando, não durmo sem colocar minha bolsa, minhas chaves, tíquetes de avião, qualquer coisa assim, ao lado da cama. Faço isso para não entrar em pânico quando acordar no meio da noite – para lembrar que não estou mais lá e quem eu sou agora. Não consigo me livrar disso. Procurei psicólogos, mas não funcionou. Acho que eles eram ocidentais demais para me entender.

Detalhe: A própria não pode mais voltar à China. Saiu fugida e agora precisa de visto pra entrar no próprio país. Já viram isso em algum país capitalista? Já viu isso na Suíça? Na Noruega? Na Dinamarca? Pois é! E depois vem professorzinho de humanas andando de New Civic e morando em Moema querendo me falar da “opressão do capitalismo”. O que a preguiça de trabalhar não faz com as pessoas…

Também achei curioso este exemplo que ela usa para explicar a China, mas que sem querer explica o sucesso de certas políticas assistencialistas daqui mesmo da terra tupiniquim:

Antes dos anos 80, a China era um garoto sujo e esfomeado. Nunca teve a chance de tomar um banho quente, de vestir uma roupa limpa, de forrar o estômago. Se você oferece a esse menino, em uma mão, um pão duro e velho, e na outra mão, um cardápio com nomes de pratos desconhecidos e maravilhosos, qual dos dois ele vai preferir?

Troque China por Brasil, “pão duro” por “bolsa-família” e “cardápio” por democracia e salário. Tá explicado o Brasil.

Implicante

Descobri mais um site que vale a visita. Mais um brasileiro se mexendo pra colocar um pouco de lógica nessa republiqueta ignorante.

Pare o que estiver fazendo e visite http://www.implicante.org/

Brasil um país de classe média

Agora no final da eleição, a Tia Dilma colocou no seu programa de rádio e TV a declaração de que luta para que o país seja um país de classe média.

“País de classe média” significa tornar o Brasil um país onde a maioria das pessoas é de classe média. O que seria fantástico, já que hoje a coisa tá feia, a maioria é pobre e sem perspectiva.

Agora, o que o Tio Lula fez ajudou a classe média? NÃO. Pelo contrário, tem impedido a classe média de evoluir. Na verdade esse discurso é apenas demagogia para conquistar o voto da classe média, onde o PT não tem vez. Diga-se de passagem, demagogia é a especialidade do PT, a começar pelo próprio nome do partido.

A real é que a linha de governo do PT segue para um país “classe-média-bem-baixa”, dependente e obediente ao governo, onde quem estuda muito e quer trabalhar e ganhar mais não tem vez. Quem quiser ter uma casa um pouco maior ou um carro com ar condicionado, é taxado de burguesia opressora e assaltado pelos impostos. Se continuar assim, vamos ter um país onde todos são classe média bem baixa, mas metade trabalha, metade não. Advinha qual metade vai apoiar o PT?

Uma hora a metade que trabalha vai ficar brava, e aí vai dar merda…

Nordeste: Problema e Solução – Ciclo Industrial

Estude a história de qualquer país desenvolvido e vai encontrar algumas semelhanças. Uma delas é o Ciclo Industrial.

Vejam a China: Shang Hai se tornou uma cidade do nível dos melhores países do mundo. Isto é um sinal de que a China, que há bem pouco tempo atrás era um país rural, está se tornando um país desenvolvido, muito à frente do Brasil.

Hoje a China é o parque industrial do mundo, assim como já foram a Inglaterra, a França, a Itália e os Estados Unidos. Inclusive o Ciclo Industrial começou na Inglaterra, que fez com que a Inglaterra ultrapassasse Portugal em pouco tempo e se tornasse a maior potência do mundo do século 16.

Aqui no Brasil parece que ninguém estuda história. Aqui todo mundo quer tentar tudo aquilo que já foi tentado no mundo, sem aproveitar a experiência alheia. O governo e o Tio Lula preferem ficar com essa política escravista de manter as pessoas sofrendo no campo com o seu amado bolsa-família. E enquanto isso a China largou mão dessa bobeira e partiu para o próximo passo da evolução: entrou no Ciclo Industrial.

A China vai evoluir, assim como os países europeus e os Estados Unidos. Há quem acredite que a China vai ultrapassar os Estados Unidos. Tomara. E eu ficaria muito feliz se o nordeste brasileiro caísse na real e assumisse essa posição de parque industrial do mundo.

A fase industrial não é das melhores. Poluição, problemas trabalhistas, corrupção, muita coisa errada. Mas o benefício à longo prazo é uma bênção…

Nordeste: Problema e Solução – Universidades

Conforme explanado no meu post anterior, vou relatar aqui uma idéia para o desenvolvimento do norte e nordeste brasileiro: Universidades.

Faça-mos um exercício mental. Imaginemos uma mega universidade pública no meio do nordeste. O que aconteceria no decorrer da história?

Imaginem milhares de jovens espalhados pelo Brasil em busca de estudo e trabalho, e de repente aparece uma universidade gratuita fora dos grandes centros. Eis aí uma oportunidade de estudar para este jovem. Já é cultura de muitos países desenvolvidos o ato de “enviar” os filhos às universidades. A miscigenação de culturas, a experiência de estar longe dos pais, conhecer um lugar diferente, por si só já é quase tão importante quanto os estudos.

Agora imaginem para a região. O governo não precisa incentivar nada. A universidade levará à região uma nova cultura. Pessoas de cidades, com noção de direitos, estarão ali, convivendo, consumindo, vivendo e contribuindo para o local. O grande lance do desenvolvimento é fazer com que as coisas andem sozinhas. Se o governo precisar fazer tudo, não funciona, a história já provou isso.

Levar pessoas com mais estudo para um lugar sem desenvolvimento sempre deu certo no mundo. Onde foi construída uma universidade, surgiu ao seu redor uma cidade próspera que não depende de governo para viver.

No Brasil há uma imensa população de jovens que não tem horizonte algum em suas vidas. Os jovens não tem futuro no Brasil. Não vêem nenhum horizonte em suas vidas. Uma universidade gratuita é a oportunidade dele de ter um futuro, é um eldorado que surge, uma esperança numa terra distante, que pode se tornar seu lar.

Está na hora de invertermos a migração que existe no Brasil. Fazer com que os jovens pobres do norte e nordeste não venham superlotar as favelas do sul e sudeste, e sim que os jovens do sul e sudeste levem apoio e desenvolvimento ao norte e nordeste. Parar de dar a esmola do bolsa família e dar futuro para essas pessoas.

Eu sei que é apenas uma idéia. Pode até ser uma idéia maluca, mas eu acredito que pode ser discutida e melhorada. De repente não neste formato que eu propus, mas de uma outra maneira que atinja o mesmo objetivo: O Desenvolvimento.

E você? O que acha?

Nordeste: Problema e Solução

É fato que não existe país tropical (localizado entre os trópicos) desenvolvido. Gire o globo e verá inclusive que todos os países desenvolvidos estão ao norte dos trópicos, exceto a Austrália. Mas nos trópicos, nenhum.

Isto me dá certo medo. Será que o clima influencia tanto as pessoas, ao ponto de influenciar no trabalho? Será que onde é calor, as pessoas sempre trabalharão menos e não se preocuparão com tempos difíceis? Será que o clima frio faz as pessoas se preocuparem mais com o futuro? Será que estamos perdendo tempo e o Brasil nunca irá pra frente?

Mas o Brasil não é inteiro tropical. Inclusive a diferença cultural e de desenvolvimento do norte (tropical) para o sul (sub-tropical) é enorme. O conflito é inevitável. O sul do Brasil vê o norte e nordeste como um problema, o norte e nordeste vê o sul como ricos opressores. Já os políticos vêem o sul como fonte de renda e o norte e nordeste como fonte barata de votos. Então o que fazer?

Há quem ainda insista em dividir o Brasil. Não deixa de ser uma solução, mas me parece um tanto inviável. A solução mais viável e mais certa é desenvolver o norte e nordeste. Um norte e nordeste desenvolvido não precisa do dinheiro do sul e também não aceita mais ser curral eleitoral de político safado.

Pra falar a verdade o desenvolvimento do norte e nordeste é a solução do Brasil inteiro. Seria tão bom para o país inteiro que o sul e sudeste deveriam se concentrar nisso com mais atenção. Se pagaria menos imposto, já que o norte e nordeste não precisaria de mais ajuda, o sul não seria governado por políticos eleitos por currais eleitorais do norte, além de eliminar o problema da migração que ainda existe no país.

Mas aí vem a pergunta de um milhão de dólares: COMO DESENVOLVER O NORTE E NORDESTE?

Eu tenho duas idéias. Tudo bem que de idéias o inferno está cheio, mas são duas idéias que considero viáveis, abrangentes e poderosas. Não são idéias pontuais, como um prédio aqui ou ali, ou outro jeito de dar dinheiro para as pessoas não trabalharem e gastar mais dinheiro do que o governo tem. São idéias que funcionam como bolas de neve lançadas morro abaixo, que andam sozinhas, demandam menor esforço inicial e que tem boa chance de crescer.

Nos próximos 2 posts explanarei minhas 2 idéias: Universidades e Ciclo Industrial.